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terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Beleza perigosa: saiba identificar produtos que podem ser tóxicos



Ficar de olho no rótulo e buscar informações sobre o fabricante é o primeiro passo para se proteger de alergias, irritações e até problemas mais graves

Você já deve ter se deparado com essa dúvida: diante de tantos cosméticos expostos nas gôndolas de lojas, drogarias e supermercados, qual levar? E, mais do que isso, será que todos são seguros para o uso? Tais questionamentos têm razão de ser: alguns produtos podem conter ingredientes potencialmente perigosos para a saúde, provocando desde irritações e alergias cutâneas até o desenvolvimento de doenças graves, como o câncer. As dicas dos especialistas: prestar atenção no nome da empresa fabricante e olhar bem os rótulos – para verificar as substâncias e os registros obrigatórios que devem constar ali.

"É sempre relevante conhecer a idoneidade da empresa. Embora a escolha de um cosmético, maquiagem ou coloração seja pessoal, ter ciência de algumas informações básicas ajuda para uma decisão acertada", destaca a farmacêutica Mika Yamaguchi.

 "Os produtos no Brasil são rigorosamente testados. No entanto, é certo que surgiram (nos últimos tempos) muitas marcas novas e o consumidor deve ficar atento para adquirir o que é de boa qualidade e confiável. No rótulo, devem constar dados como CNPJ, endereço, nome do farmacêutico ou químico responsável, endereço da empresa e telefone do Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC). E, no caso de itens como os antiidade, classificados como grau II, registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)", diz o farmacêutico especialista em cosmetologia Maurício Pupo.

Promessa é dívida

Os produtos considerados como grau I, que apresentam benefícios como hidratação, desodorização e limpeza, necessitam somente de uma notificação na Anvisa; já os de grau II são avaliados por uma equipe técnica encarregada de verificar se, de fato, têm as características descritas na embalagem. Neste grupo, estão os antiidade, anti-celulite e anti-queda de cabelo. "Com tal registro, a agência garante que a pessoa receberá o que foi anunciado no invólucro", salienta Mika Yamaguchi.

O órgão já elaborou uma lista restritiva de substâncias nocivas que devem ser banidas das formulações. "Acontece que muitos outros ativos ainda são permitidos, em algum nível, pela Agência e por autoridades sanitárias de alguns países", diz Maurício Pupo.

Veja, abaixo, uma lista de elementos que, segundo os especialistas, podem trazer riscos para as peles sensíveis ou perigos para a saúde:

Formol– O composto químico, também conhecido como formaldeído, é o primeiro da lista porque é um dos mais perigosos. Utilizado para alisamento e também como conservante, é extremamente nocivo para a pele, o cabelo e o organismo, causando até câncer. Estudo realizado pelo Departamento de Medicina Comunitária da Faculdade de Medicina da Universidade de West Virginia (EUA), e publicado no "Journal of Environmental and Public Health" em maio de 2011, notou aumento de risco de desenvolvimento de câncer de pulmão associado à exposição a alguns compostos, entre eles o formol. "Por isso, seu emprego não é mais permitido em produtos cosméticos no Brasil desde janeiro de 2012", salienta Maurício Pupo. Nos rótulos, o formol pode estar apresentado com os seguintes nomes: quatérnium-15, diazolidinil hora, imidazolidinil ureia e DMDM hidantoína.

Parabenos– Trata-se de um conservante encontrado em cremes corporais, géis de banho e desodorantes, usado para evitar a contaminação por fungos e bactérias, garantindo o uso do produto em longo prazo. "Já há estudos, no entanto, mostrando que pode estar relacionado ao câncer", ressalta Mika Yamaguchi. "Embora sejam estáveis e, em pequenas concentrações, apresentem baixa toxicidade, existe uma crescente preocupação quanto à possibilidade de alguns parabenos terem ação hormonal, principalmente a estrogênica, de efeitos similares aos provocados pelos hormônios sexuais femininos", completa Maurício Pupo, acrescentando que o dito-cujo é aprovado pela Anvisa em limites muito restritos. Teste realizado pelo Centro de Saúde e Meio Ambiente da Universidade da Califórnia (EUA), e publicado no "Toxicology and Applied Pharmacology"  em março de 2007, mostrou que os parabenos são capazes de inibir a atividade induzida pela testosterona, podendo influenciar diretamente o sistema reprodutor humano. "De alguma maneira, é possível que interfiram com os hormônios humanos. Como sabemos que muitos tipos de câncer são decorrentes de mínimas alterações hormonais, temos que ficar atentos", salienta Maurício Pupo. Os parabenos podem ser identificados, nas formulações de cosméticos e desodorantes, com diversas nomenclaturas: parabens, pethylparaben, pthylparaben, propylparaben e putylparaben. Encontrou um destes termos? Melhor evitar.

Propilenoglicol– Empregado como diluente de outras substâncias ou para conferir sensação de hidratação, está em uma grande variedade de cosméticos. Mas, segundo os especialistas, é provável que provoque distúrbios cutâneos como alergias e irritações. Estudo realizado com 45.138 pacientes na Universidade de Göttingen, na Alemanha, e publicado no periódico "Contact Dermatitis" em novembro de 2005, denunciou seu potencial sensibilizante, confirmado também pelo Departamento de Dermatologia do Hospital Osaka Red Cross, no Japão, e publicado no "International Journal of Dermatology" no mesmo ano. "É aprovado pela Anvisa sem limite de concentração, mas vetado em cosméticos orgânicos",diz Maurício Pupo. Em tempo, cosméticos orgânicos são aqueles que não apresentam substâncias químicas derivadas de petroquímicos ou sintéticos, que utilizam ativos isentos de agrotóxicos e extraídos de forma mais natural. Para saber se o produto cosmético contém propilenoglicol na composição, verifique o termo propylene plycol na embalagem.

Amarelo tartazina– Corante, oferece grande risco de alergia. "Seria interessante utilizar produtos sem corantes", sustenta Mika Yamaguchi, acrescentando que, no setor alimentício, quase a totalidade dos itens vem com corantes na composição. "Como são a principal causa de alergia em cosméticos, a maioria das empresas já os eliminou das formulações", diz Maurício Pupo. Nas embalagens, aparecem com a nomenclatura CI – Color Index, com um código que representa a cor.

Etoxilado– É um emulsificante – encontrado em xampus, por exemplo – originário de um processo químico chamado etoxilação. Prejudica a defesa natural da pele, deixando-a mais vulnerável à entrada de microorganismos e à desidratação. "Por isso, é interessante utilizar produtos livres de etoxilados, com emulsificantes de alta afinidade com a cútis, como os fosfolipídeos", recomenda Mika Yamaguchi. Importante: a Anvisa não controla este tipo de ingrediente. "Os etoxilados podem estar contaminados com um agente cancerígeno chamado 1,4 dioxano. Por isso, é essencial que se utilize etoxilados livres de 1,4 dioxano. Vale ressaltar, ainda, que existe o risco ambiental, pois o processo de etoxilação é danoso ao meio", finaliza Maurício Pupo. Na embalagem, o nome que aparece é este mesmo, etoxilado.

Filtros solares químicos– Tais aditivos, aprovados pela Anvisa e protetores dos raios UVA e UVB, nas peles muito sensíveis ou infantis podem causar irritação quando presentes em altas concentrações. Por isso, é recomendável que pessoas nessas condições prefiram protetores solares com filtros físicos como dióxido de titânio e óxido de zinco, estruturas inorgânicas que não penetram na epiderme. "Nos filtros, componentes absorvedores de luz, como benzofenona-3 e 4-metilbenzelideno cânfora, demonstraram ter a capacidade de se acumular no corpo humano por até cinco dias. Então, são elementos que devem ser evitados", diz Maurício Pupo, salientando que este resultado apareceu em um estudo científico realizado no Instituto de Avaliação de Riscos de Ciências da Universidade de Utrecht, na Holanda, e publicado no "Toxicology and Applied Pharmacology", em outubro de 2005. "Foi relatado que a exposição diária a tais filtros resulta em efeitos estrogênicos no corpo humano." Em outras palavras, o ativo pode interagir com receptores de estrógeno e atuar como se fosse um hormônio feminino. "Mas é bom deixar claro que não são todos os filtros químicos que fazem isso, somente os mais antigos. A nova geração já apresenta maior segurança", explica o cosmetólogo Maurício Pupo. Alguns nomes de filtros solares químicos: avobenzona, octilmetoxicinamato, homosalate e bis-etilexiloxifenol metoxifenil triacina.

Óleo mineral– Derivado do petróleo e composto por uma mistura complexa de hidrocarbonetos, é aplicado na indústria cosmética como emoliente, lubrificante e hidratante – e, por isso, está presente em diversos cremes e loções. "Seu uso, no entanto, tem sido relacionado a casos de desordens cutâneas", adverte Maurício Pupo. Tanto é que o Departamento de Medicina Ocupacional do Hospital Universitário de Trondheim, na Noruega, apontou que houve prevalência de alterações como pele ressecada, dermatite, acne e eczema em indivíduos que tinham contato direto com o componente. "Outro problema relatado em relação ao óleo mineral é a contaminação de alguns produtos com o 1,4-dioxano. Este composto orgânico classificado como éter, segundo pesquisas científicas como a publicada no "Regulatory Toxicology and Pharmacology", em outubro de 2003, demonstra apresentar potencial carcinogênico, penetração na pele e uma fraca atividade genotóxica, ou seja, danos ao material genético", completa o cosmetólogo. Em outras palavras, há suspeita de que provoca diversos tipos de câncer, como de pulmão, esôfago, estômago, linfoma e leucemia. A Anvisa não controla o uso do óleo mineral em cosméticos. Nos rótulos, procure por palavras como paraffin oil e mineral oil.

Ftalatos– Eles entram em esmaltes, perfumes, xampus e maquiagens como aditivos, plastificantes ou agentes amaciadores. Mas é bom ficar alerta: estudo realizado em 2009 em múltiplos institutos e publicado no Environmental Health Perspectives em fevereiro de 2009 verificou que a exposição aos ftalatos está associada à ocorrência de hipospádia, uma das anormalidades urogenitais mais comuns em bebês do sexo masculino. "Outra pesquisa, comandada em 2009 pelo Departamento de Saúde Ambiental da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de Fudan, na China, provou ligação entre a exposição fetal aos ftalatos, durante a gestação, e o baixo peso no nascimento", destaca Maurício Pupo. Não há controle, por parte da Anvisa, em relação ao  emprego do ativo. "Nos frascos, não dá para identificá-lo, pois os ftalatos são moléculas contaminantes de determinadas matérias-primas", diz Maurício Pupo.

Aminas aromáticas– Presentes em tinturas capilares, é possível que esses hidrocarbonetos aumentem o risco de desenvolvimento de câncer, entre eles o de bexiga. "Tal suspeita surgiu em estudo publicado no "Mutation Research" em setembro de 2002 e evidenciada pelo Public Health Reports em janeiro-fevereiro de 2005, nos Estados Unidos", revela Maurício Pupo, acrecentando que a Anvisa estabelece limites para o uso do ativo em cosméticos, que aparecem com este nome mesmo nos rótulos.

Ureia - Um dos hidratantes mais utilizados em cosméticos é a ureia, tanto pela sua eficácia quanto pelo seu baixo preço. Como penetra profundamente na pele e tem a capacidade de atravessar a placenta, podendo chegar até o feto em formação e ocasionar graves consequências ao bebê, traz uma advertência da Anvisa: todas as vezes que o componente estiver presente em dosagens maiores que 3%, o rótulo alerta ‘Para uso durante a gravidez, consulte um médico’. "O órgão também veta a fabricação de cosméticos que contenham mais de 10% de ureia", salienta, farmacêutica especialista em desenvolvimento de cosméticos Anelise H. Leite Taleb. Na embalagem, o nome é o mesmo.

fonte: Rosana Faria

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Quase 80% das mulheres que não precisam de desodorante usam o produto desnecessariamente


Quase oito em cada dez mulheres que não precisariam passar desodorante o fazem mesmo assim, concluiu um novo estudo da Universidade de Bristol, na Grã-Bretanha. 

Desodorante: 80% das mulheres que carregam variação genética que as impede de produzir odor nas axilas usam desodorante mesmo assim, diz estudo

Segundo os autores, essas pessoas não necessitam desses produtos pois carregam uma variação do gene ABCC11, que faz com que elas não produzam nenhum odor nas axilas. Os pesquisadores acreditam que esse trabalho possa abrir portas para que a genética passe a ser utilizada para facilitar a escolha de produtos de higiene pessoal. “Um teste genético simples poderia poupar alguns indivíduos da compra e do uso de produtos desnecessários e também reduzir a exposição deles a substâncias químicas”, diz Santiago Rodriguez, que coordenou a pesquisa.

Resultado: Cerca de 2% das mulheres britânicas brancas carregam uma variação no gene ABCC11 que as impedem de produzir odor debaixo dos braços.  Delas, 78% usam desodorante mesmo assim. Essa variação genética também torna as pessoas mais propensas a ter cera de ouvido seca, e não pegajosa, característica que poderia indicar a necessidade, ou não, do uso de desodorante.

O estudo foi divulgado no periódico Journal of Investigative Dermatology, uma publicação do grupo Nature. Segundo os autores, a produção de odor embaixo do braço acontece quando o suor produzido pelas glândulas sudoríparas se mistura a certas bactérias. A atividade do gene ABCC11 é um dos fatores responsáveis para que esse odor seja produzido, mas uma variação genética nesse gene o torna inativo. 

Para realizar a pesquisa, a equipe se baseou nos dados de 6.495 mulheres. A partir de um teste, o grupo encontrou a variação genética no gene ABCC11 em 2% das participantes. Apesar de não precisarem, já que não produzem odor nas axilas, 78% das mulheres britânicas brancas que apresentavam essa variante relataram usar desodorante todos os dias. A pesquisa também descobriu que 5% das participantes que deveriam fazer uso do produto, já que não carregavam a variação genética e que, portanto, produziam odor embaixo do braço, não costumavam fazê-lo.

Os autores do estudo ainda mostraram que pessoas que carregam essa variação genética também são mais propensas a ter a cera seca no ouvido, e não pegajosa. Ou seja, segundo eles, a verificação desse fator poderia ser um indicador da produção, ou não, de odor embaixo dos braços.

fonte: Veja

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Xampu sem sal é melhor: mito ou verdade?



A gente vem ouvindo há certo tempo que, na hora de comprar xampus, é melhor apostar naqueles sem sal, que seriam melhor para os fios do que os que contêm essa substância. Mas será que é verdade?

Segundo Mariana Piovesani, gerente de marketing de Neutrox, não há dados científicos que se refiram aos danos causados pelo ingrediente – que na verdade é o cloreto de sódio, um tipo de sal usado para fazer espuma. “O que as pessoas que utilizam os produtos com sal alegam é que sentem seus cabelos mais ressecados e consideram que um produto sem sal proporciona um cabelo mais tratado e os processos químicos duram mais tempo”, diz.

Ou seja: a nossa receita é que você teste um e outro e escolha o que for melhor mesmo para o seu cabelo – com ou sem sal!

fonte: Laura Ribeiro

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Cuidados com o autobronzeador




Laranja fica bem em música, no uniforme da seleção da Holanda, ou na sua cesta de frutas. Não na sua pele. Para não ficar dessa cor ao se autobronzear, além de evitar outros desconfortos, preparei algumas dicas.

Autobronzeador

O autobronzeador é uma alternativa para quem não se conforma com a pele branca (reconsidere: pele branca é bonita e saudável) e quer porque quer ficar com pele bronzeada. As outras opções, como tomar sol sem proteção ou utilizar câmara de bronzeamento artificial, estão descartadas: são prejudiciais à saúde. O autobronzeador funciona à base de dihidroxiacetona (DHA) e é encontrado sob diversas formas: spray, creme, gel e até toalhinha umedecida. Ele reage com a camada externa da pele e modifica sua cor. Quando bem aplicado, resulta em um tom bronzeado.

Mas aplicar autobronzeador não é tarefa simples. Uma irregularidade na aplicação e pronto: a cor não fica uniforme. Áreas de pele espessa podem ficar mais escuras ou alaranjadas por absorverem mais o produto. E, como a pele se renova continuamente, é preciso reaplicar frequentemente porque a cor desbota logo.

Bronzeamento a jato

Essa aplicação profissional, com spray à base de DHA, facilitaria a tarefa: é prática e cobre a pele de forma homogênea. Contudo, a técnica foi questionada quando a rede de televisão americana ABC fez uma reportagem mostrando que o produto é inalado e até ingerido durante a aplicação. Apesar de ser improvável que o uso eventual cause danos à saúde, a DHA é para uso externo e nada garante que seja inócua quando entra em contato com as vias aéreas e os pulmões. Por garantia, recomendo usar cremes em vez de sprays à base de DHA. Opção mais trabalhosa, porém mais segura.

Bronzeamento em casa

Algumas dicas ajudarão a obter cobertura homogênea e resultados duradouros com o uso dos cremes:

- Antes da aplicação, esfolie delicadamente sua pele para eliminar células mortas, principalmente onde ela é mais espessa. Por exemplo, nos cotovelos, joelhos e tornozelos. Assim, no banho, use sabonete líquido esfoliante, ou então esfregue uma toalha úmida em sua pele. Você também pode umedecer a toalha com o sabonete esfoliante.

- Após o banho, seque-se bem e passe o creme com massagens circulares, organizando a aplicação por áreas corporais. Por exemplo: complete a aplicação nos braços antes de seguir para pernas ou tórax.

- Para as palmas das mãos não ficarem alaranjadas, use luvas durante a aplicação ou lave as mãos sempre que terminar a aplicação em cada área. Não se esqueça de lavar entre os dedos e de secar as mãos antes de continuar. No final, você deve aplicar no dorso das mãos.

- Use menos quantidade de autobronzeador nos joelhos, cotovelos e tornozelos, já que estas áreas tendem a absorver mais o produto. Desta maneira você evitará que elas fiquem com um tom mais escuro ou alaranjado. E também esfregue uma toalha úmida nestas áreas logo após a aplicação.

- Ao terminar a aplicação dos cremes, aguarde 10 minutos antes de se vestir, e não molhe a pele nas 8 horas seguintes. O produto continua agindo por 24 horas.

- Enquanto estiver sob efeito do autobronzeador, tome banhos rápidos e com sabonete neutro. E, ao se secar, cuidado com o atrito da toalha, pois isso remove a camada mais externa da pele, desbotando o bronzeado. Pelo mesmo motivo, evite também se depilar nesse período. Tanto cera quanto lâmina removem a camada mais externa da pele e a cor vai junto.

- Por fim, não se iluda com a nova cor: a sua pele está tão desprotegida das radiações solares quanto antes da aplicação. Ao sol, use filtro solar normalmente.

fonte: Lucia Mandel

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Como evitar o escurecimento das axilas



Usar regata ou biquíni é um tormento por causa das axilas escuras? Acalme-se! Existe solução para o problema. Conheça melhor as suas causas e os tratamentos mais adequados.

Depilação

Ao usar a lâmina, você corta o pelo que está na superfície - mas parte dele continua sob a pele. Se a cor do fio é mais escura do que a da sua axila, a região pode ganhar uma aparência sombreada. Em vez de raspar, depile-se com cera, já que ela elimina os pelos desde a raiz.

Acúmulo de Células Mortas

Elas podem ficar presas em irregularidades microscópicas presentes na pele. Esfolie a região pelo menos uma vez na semana.

Uso de desodorante

Na teoria, alguns ingredientes desse tipo de produto (talvez a fragrância) poderiam reagir com a pele e causar uma mudança de coloração. Mas isso não é comprovado. O que se sabe: muitas mulheres afirmam que a mancha escura desaparece quando elas deixam de usar antitranspirantes com fragrância. Nosso conselho: faça o teste você mesma. Opção: Rexona Women 0% Rollon.

Acantose nigricante

Essa condição médica rara causa manchas de tonalidade marrom ou negra no pescoço, embaixo dos braços e na virilha. A doença - que tipicamente acomete pessoas que estão acima do peso - pode estar relacionada a um distúrbio na produção de insulina ou uma desordem glandular. Identificou-se? Procure um médico. As primeiras recomendações são limitar a ingestão de açúcar e carboidratos simples para controlar a produção de insulina e usar um creme clareador na área afetada

fonte: mdemulher

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Benefícios da Vitamina C tópica




Se você pensa que vitamina C só é indicada para prevenir resfriados e nada tem a ver com a beleza, melhor começar a repensar. Para dizer o mínimo, sua versão de uso tópico - ingrediente que compõe a fórmula de muitos cosméticos – é capaz de destruir os radicais livres, partículas invisíveis que causam o envelhecimento. O ativo também revitaliza a pele por meio da regeneração celular, e ainda dá uma uniformizada no tom da cútis, amenizando o aspecto das manchas.

Quer mais? Alguns testes clínicos mostraram que a substância estimula a síntese de colágeno, uma das fibras de sustentação da pele. “Apesar desse mecanismo não estar totalmente esclarecido, vários estudos associam o uso da vitamina C aplicada diretamente na pele com um aumento na produção local de colágeno", diz a dermatologista Maria Fernanda Gavazzoni, chefe do ambulatório geral de dermatologia do Instituto Professor Azulay, da Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro. A médica explica que existem diversas enzimas relacionadas à produção de colágeno que necessitam da vitamina C para atuar em sua forma plena; "sendo assim, acredita-se que o uso tópico da substância possa influenciar positivamente a sua produção", explica.


Antioxidante poderoso

O poder de proteção contra o envelhecimento da vitamina C é indiscutível. Segundo a dermatologista Mônica Aribi, de São Paulo, é o princípio ativo mais eficaz depois do ácido retinoico, sob o ponto de vista tópico. Ela combate os radicais livres e melhora as defesas da pele, pois fortalece a imunidade das células cutâneas. Além disso, tem ação hidratante e aumenta o tônus do rosto. "Esse conjunto de benefícios colabora para a cútis parecer mais jovem”, resume a médica. O efeito preventivo também é intenso. “Por ser um poderoso antioxidante, a aplicação regular da vitamina C tópica é muito útil para a prevenção do desgaste cutâneo em suas diversas formas”, conclui Maria Fernanda Gavazzoni.

Efeito clareador

Maria Fernanda explica que, por inibir uma das etapas da fabricação de pigmento, o uso tópico da vitamina C promove um leve efeito clareador da pele, o que faz dela um bom coadjuvante nos tratamentos de clareamento, apesar da sua ação ser menor do que a da hidroquinona (comumente usada para clarear a pele), com a vantagem de não trazer os efeitos colaterais associados ao uso da substância mais poderosa. E o benefício parece ser consenso entre os médicos. “A vitamina C melhora a distribuição dos melanócitos, células responsáveis pela pigmentação, e é uma boa alternativa para os pacientes que não toleram clareadores à base de hidroquinona”, reitera a dermatologista Mônica Aribi.

Extremamente frágil

A vitamina C é um ativo muito vulnerável, isto é, ao menor contato com o ar se oxida e tem suas propriedades alteradas, o que reduz sua eficácia. Por isso, a embalagem dos cosméticos que contêm o ativo faz toda a diferença. As mais indicadas são as que têm válvulas do tipo pump (de apertar, porque evitam o contato com o ar). Mas isso não significa que as outras não sejam seguras, pois há maneiras de preservar suas propriedades incluindo ingredientes na formulação.

De qualquer modo, é bom ter cuidado. Segundo a farmacêutica Mika Yamaguchi, de São Paulo, a oxidação do ativo não apenas compromete seu efeito como pode trazer danos à cútis. “Quando oxidada, por conta do contato com o meio ambiente, ela se torna inativa. E o que é pior: nesse caso,  se transforma em um agente oxidante, isto é, que traz mais radicais livres para a pele”, afirma a especialista. Vale lembrar que não é bom armazenar o frasco em ambientes úmidos e quentes.

Manipulada ou industrializada

As duas versões podem ter formulações que protegem a integridade dos ativos, assim como uma embalagem segura. “No caso do manipulado, há opções de produtos que apresentam uma boa estabilidade como, por exemplo, o Ascorbosilane C, que é uma vitamina C associada ao silício orgânico que  possibilita que o ativo permeie as camadas da pele e tenha uma ação mais efetiva”, explica Mika. Sobre a eficácia, tanto um tipo quanto o outro, trata a pele. “Muitos cremes atuais vêm com a vitamina C microencapsulada, o que a protege da fácil degradação na sua forma simples. Temos bons cremes industrializados que conseguem conter o ativo até 20 %, o que é bastante eficaz para uso tópico”, destaca Mônica Aribi.

Seja qual for a versão, o ideal é seguir uma orientação médica. “O dermatologista sabe as marcas que contêm a molécula em sua melhor forma de absorção, assim como os produtos que, além da vitamina C, contém outros agentes antioxidantes que potencializam sua ação, como a vitamina E e o ácido ferúlico”, explica Maria Fernanda.

Vitamina C no prato


Sem dúvida, a vitamina C ingerida, por meio dos alimentos, contribui para a prevenção do envelhecimento, mas quando o assunto é pele, a tópica ainda é mais eficaz. “A vitamina C, proveniente dos alimentos, é necessária para que o organismo sintetize colágeno, proteína estrutural que confere tônus e firmeza para a pele. Além disso, quando ingerida ela também se torna uma arma contra os radicais livres”, esclarece a médica nutróloga Marcella Garcez, diretora da Associação Brasileira de Nutrologia. “Entretanto, a aplicação tópica da vitamina C permite que a sua concentração seja até 20 vezes mais alta do que quando ingerida”, afirma a dermatologista Maria Fernanda Gavazzoni. Em tempo: algumas fontes de vitamina C: frutas cítricas, morango, kiwi, acerola, brócolis, couve, rúcula, abacaxi, cajú, goiaba, papaia, maçã, pera, batata doce, tomate, entre outras.

fonte: Isabel Leal

terça-feira, 11 de setembro de 2012

O prazo de validade do seu cosmético venceu? Veja o que fazer


Não espere a aparência dos produtos mudar; se o prazo de validade venceu, especialistas recomendam uso por no máximo mais 15 diasTalvez você já tenha se deparado com o problema: de repente, percebe que aquele potinho de creme apresenta uma data de validade que já passou. A dúvida é: tem que jogar fora imediatamente? Os especialistas dizem que não, embora recomendem que não se exagere nos dias de uso a mais. “Um cosmético não se estraga do dia para a noite, então sempre existe um prazo adicional em que ainda se encontrará em boas condições. Isso dependerá de vários fatores, como composição, fabricação e modo de utilização e armazenamento”, explica Maurício Pupo, cosmetólogo, diretor da Ipupo Consultoria em Desenvolvimento Cosmético.

A recomendação é: passou o prazo, utilize por no máximo 15 dias além da data especificada no rótulo. “A validade tem que ser levada a sério, embora exista essa margem de segurança de duas semanas em média. Um cosmético já vencido, seja creme ou maquiagem, não oferece garantia da eficácia dos ingredientes empregados. Ele pode sofrer oxidação, o que acarretaria problemas como irritação na pele”, salienta Ana Lúcia Recio, dermatologista membro das Sociedades Brasileira e Americana de Dermatologia. O contato com o oxigênio do ar, a temperatura e a luminosidade são fatores degradantes que se intensificam com o passar do tempo.

Que fique claro: se você continua usando um produto que já ‘estragou’ – seja um clareador, um antiidade ou um renovador com vitamina C –, a primeira consequência é que ele não fará mais efeito. Além disso, as moléculas se transformam quando oxidadas e passam a ser irritantes e alergênicas, o que aumenta a probabilidade de sofrer com tais incômodos. E tem mais, a empresa fabricante não dará garantia ou suporte caso haja alguma reação.

Onde mora o perigo?

Os produtos que mais oferecem riscos depois de vencidos são os cremes com alfa-hidroxiácidos, pois podem ser muito irritantes para a cútis; os hidratantes, em função dos óleos e das manteigas vegetais que se degradam; os protetores solares, que deixam de defender a pele dos raios nocivos do sol; os perfumes, porque as essências oxidadas são sensibilizantes; e os alisantes e depilatórios, que se tornam agressivos e chegam a machucar a epiderme e o couro cabeludo. “Na face, os riscos são mais visíveis do que no corpo. A pele passa por um processo de irritação, as células inflamatórias migram para a superfície, os vasos se dilatam e clinicamente observamos uma epiderme avermelhada com pequenas bolinhas (vesículas), descamação, coceira, calor e às vezes dor. Chamamos de dermatite alérgica de contato”, enfatiza Ana Lúcia. Nos olhos, mais suscetibilidade ainda. Se o creme para esta área contém renovador celular à base de retinol ou similares, a sensibilidade pode ser muito grande. Renato Neves, cirurgião oftalmologista com pós-doutorado na Harvard Medical School, ressalta que prolongar o uso leva a um aumento de concentração por evaporação do veículo, “que normalmente é alcoólico”.

No caso dos cosméticos, é fácil perceber quando a fórmula ‘desandou’. Há mudanças visíveis em cor, cheiro, viscosidade – fica mais aguada ou espessa –, ressecamento (algumas podem apresentar até rachaduras) e formação de cristais. Em xampus e sabonetes líquidos, há separação de ingredientes no fundo da embalagem (precipitação) e alisantes e depilatórios podem exalar gases fétidos. “Há formulações mais instáveis que outras, e compostos químicos bastante complexos. Por isso, todo cuidado é pouco”, diz Sheila Gonçalves, cosmetóloga.

O batonzinho também estraga

E a maquiagem? Segundo Maurício Pupo, o fato de pós, bases e batons não conterem água ajuda para que demorem mais a estragar. “Mas o fabricante leva isso em conta na hora de determinar o vencimento e, por isso, o prazo também tem que ser respeitado.” Quer dizer, mesmo que aquele blush esteja novinho em folha e com ‘um aspecto ótimo’, desapegue e jogue o mesmo no lixo no máximo 15 dias após a data escrita no rótulo. “A contaminação recente muitas vezes não altera cor nem odor”, considera Anelise Helena Leite Leal, farmacêutica e bioquímica.

Mesmo um simples batom merece atenção. “Ele entra em contato com os lábios, uma área conhecida como epitélio de transição, sendo muito mais fina e delicada e, por isso, sujeita a agressões”, destaca Pupo, acrescentando que itens de make vencidos em geral ficam ressecados e apresentam alterações na coloração e na homogeneidade. Ana Lúcia Recio concorda e observa: o grau de alergia depende da pessoa. “Se o paciente é mais ou menos predisposto, teremos um quadro discreto ou muito intenso.”

Se você costuma usar produtos importados, atente para este símbolo: ele indica a validade após a abertura da embalagem
Icon Finder

O rímel em especial não raro é contaminado por bactérias, “já que seu conservante, que impede o crescimento de microorganismos, também tem prazo de vencimento”, diz Renato Neves. A insistência no uso causa conjuntivites graves e até mesmo úlcera de córnea. “Cuidados semelhantes devem ser tomados com relação a lápis de olho, delineador e sombra”, insiste o oftalmologista. Segundo Anelise, a máscara para cílios e os cosméticos que ficam perto das mucosas (como os lábios) ou dos olhos são os mais perigosos e campeões de queixas nos consultórios dermatológicos. “Tais regiões não têm muita proteção.”

No Brasil e no mundo

Uma dúvida que muitas pessoas têm: se o produto não for aberto, o prazo de validade muda? Para os fabricados no Brasil não, pois aqui o parâmetro utilizado é a data escrita na embalagem, independentemente se o cosmético ou a maquiagem estão intactos ou não. “Já na Europa a validade começa a contar depois que o dito-cujo é aberto, em geral seis meses”, observa Pupo. No nosso país, o prazo é determinado por meio de testes físico-químicos e microbiológicos e em geral se estende por três anos.

Para seus produto não estragar antes da hora:

- Guarde-o em local seco e fresco, longe do sol e da luz
- Proteja-o do calor, jamais deixando-o em locais quentes como banheiro, cozinha ou carro
- Use espátula e não manipule o conteúdo com os dedos. “As bisnagas são mais práticas que os potes porque liberam dessa obrigação”, diz Sheila Gonçalves
- Cuidado com a umidade, que estraga as maquiagens – por isso guardar no banheiro é contra-indicado
- Lembre-se que manipulados são sempre mais frágeis que industrializados, com tempo de validade mais curto
- Não empreste seus itens de beleza para amigos ou familiares. “Principalmente os cremes para o rosto ou área dos olhos devem ser de uso próprio”, observa Renato Neves
Como prolongar a vida útil dos produtos 


fonte: Rosana Faria de Freitas