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terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Beleza perigosa: saiba identificar produtos que podem ser tóxicos



Ficar de olho no rótulo e buscar informações sobre o fabricante é o primeiro passo para se proteger de alergias, irritações e até problemas mais graves

Você já deve ter se deparado com essa dúvida: diante de tantos cosméticos expostos nas gôndolas de lojas, drogarias e supermercados, qual levar? E, mais do que isso, será que todos são seguros para o uso? Tais questionamentos têm razão de ser: alguns produtos podem conter ingredientes potencialmente perigosos para a saúde, provocando desde irritações e alergias cutâneas até o desenvolvimento de doenças graves, como o câncer. As dicas dos especialistas: prestar atenção no nome da empresa fabricante e olhar bem os rótulos – para verificar as substâncias e os registros obrigatórios que devem constar ali.

"É sempre relevante conhecer a idoneidade da empresa. Embora a escolha de um cosmético, maquiagem ou coloração seja pessoal, ter ciência de algumas informações básicas ajuda para uma decisão acertada", destaca a farmacêutica Mika Yamaguchi.

 "Os produtos no Brasil são rigorosamente testados. No entanto, é certo que surgiram (nos últimos tempos) muitas marcas novas e o consumidor deve ficar atento para adquirir o que é de boa qualidade e confiável. No rótulo, devem constar dados como CNPJ, endereço, nome do farmacêutico ou químico responsável, endereço da empresa e telefone do Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC). E, no caso de itens como os antiidade, classificados como grau II, registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)", diz o farmacêutico especialista em cosmetologia Maurício Pupo.

Promessa é dívida

Os produtos considerados como grau I, que apresentam benefícios como hidratação, desodorização e limpeza, necessitam somente de uma notificação na Anvisa; já os de grau II são avaliados por uma equipe técnica encarregada de verificar se, de fato, têm as características descritas na embalagem. Neste grupo, estão os antiidade, anti-celulite e anti-queda de cabelo. "Com tal registro, a agência garante que a pessoa receberá o que foi anunciado no invólucro", salienta Mika Yamaguchi.

O órgão já elaborou uma lista restritiva de substâncias nocivas que devem ser banidas das formulações. "Acontece que muitos outros ativos ainda são permitidos, em algum nível, pela Agência e por autoridades sanitárias de alguns países", diz Maurício Pupo.

Veja, abaixo, uma lista de elementos que, segundo os especialistas, podem trazer riscos para as peles sensíveis ou perigos para a saúde:

Formol– O composto químico, também conhecido como formaldeído, é o primeiro da lista porque é um dos mais perigosos. Utilizado para alisamento e também como conservante, é extremamente nocivo para a pele, o cabelo e o organismo, causando até câncer. Estudo realizado pelo Departamento de Medicina Comunitária da Faculdade de Medicina da Universidade de West Virginia (EUA), e publicado no "Journal of Environmental and Public Health" em maio de 2011, notou aumento de risco de desenvolvimento de câncer de pulmão associado à exposição a alguns compostos, entre eles o formol. "Por isso, seu emprego não é mais permitido em produtos cosméticos no Brasil desde janeiro de 2012", salienta Maurício Pupo. Nos rótulos, o formol pode estar apresentado com os seguintes nomes: quatérnium-15, diazolidinil hora, imidazolidinil ureia e DMDM hidantoína.

Parabenos– Trata-se de um conservante encontrado em cremes corporais, géis de banho e desodorantes, usado para evitar a contaminação por fungos e bactérias, garantindo o uso do produto em longo prazo. "Já há estudos, no entanto, mostrando que pode estar relacionado ao câncer", ressalta Mika Yamaguchi. "Embora sejam estáveis e, em pequenas concentrações, apresentem baixa toxicidade, existe uma crescente preocupação quanto à possibilidade de alguns parabenos terem ação hormonal, principalmente a estrogênica, de efeitos similares aos provocados pelos hormônios sexuais femininos", completa Maurício Pupo, acrescentando que o dito-cujo é aprovado pela Anvisa em limites muito restritos. Teste realizado pelo Centro de Saúde e Meio Ambiente da Universidade da Califórnia (EUA), e publicado no "Toxicology and Applied Pharmacology"  em março de 2007, mostrou que os parabenos são capazes de inibir a atividade induzida pela testosterona, podendo influenciar diretamente o sistema reprodutor humano. "De alguma maneira, é possível que interfiram com os hormônios humanos. Como sabemos que muitos tipos de câncer são decorrentes de mínimas alterações hormonais, temos que ficar atentos", salienta Maurício Pupo. Os parabenos podem ser identificados, nas formulações de cosméticos e desodorantes, com diversas nomenclaturas: parabens, pethylparaben, pthylparaben, propylparaben e putylparaben. Encontrou um destes termos? Melhor evitar.

Propilenoglicol– Empregado como diluente de outras substâncias ou para conferir sensação de hidratação, está em uma grande variedade de cosméticos. Mas, segundo os especialistas, é provável que provoque distúrbios cutâneos como alergias e irritações. Estudo realizado com 45.138 pacientes na Universidade de Göttingen, na Alemanha, e publicado no periódico "Contact Dermatitis" em novembro de 2005, denunciou seu potencial sensibilizante, confirmado também pelo Departamento de Dermatologia do Hospital Osaka Red Cross, no Japão, e publicado no "International Journal of Dermatology" no mesmo ano. "É aprovado pela Anvisa sem limite de concentração, mas vetado em cosméticos orgânicos",diz Maurício Pupo. Em tempo, cosméticos orgânicos são aqueles que não apresentam substâncias químicas derivadas de petroquímicos ou sintéticos, que utilizam ativos isentos de agrotóxicos e extraídos de forma mais natural. Para saber se o produto cosmético contém propilenoglicol na composição, verifique o termo propylene plycol na embalagem.

Amarelo tartazina– Corante, oferece grande risco de alergia. "Seria interessante utilizar produtos sem corantes", sustenta Mika Yamaguchi, acrescentando que, no setor alimentício, quase a totalidade dos itens vem com corantes na composição. "Como são a principal causa de alergia em cosméticos, a maioria das empresas já os eliminou das formulações", diz Maurício Pupo. Nas embalagens, aparecem com a nomenclatura CI – Color Index, com um código que representa a cor.

Etoxilado– É um emulsificante – encontrado em xampus, por exemplo – originário de um processo químico chamado etoxilação. Prejudica a defesa natural da pele, deixando-a mais vulnerável à entrada de microorganismos e à desidratação. "Por isso, é interessante utilizar produtos livres de etoxilados, com emulsificantes de alta afinidade com a cútis, como os fosfolipídeos", recomenda Mika Yamaguchi. Importante: a Anvisa não controla este tipo de ingrediente. "Os etoxilados podem estar contaminados com um agente cancerígeno chamado 1,4 dioxano. Por isso, é essencial que se utilize etoxilados livres de 1,4 dioxano. Vale ressaltar, ainda, que existe o risco ambiental, pois o processo de etoxilação é danoso ao meio", finaliza Maurício Pupo. Na embalagem, o nome que aparece é este mesmo, etoxilado.

Filtros solares químicos– Tais aditivos, aprovados pela Anvisa e protetores dos raios UVA e UVB, nas peles muito sensíveis ou infantis podem causar irritação quando presentes em altas concentrações. Por isso, é recomendável que pessoas nessas condições prefiram protetores solares com filtros físicos como dióxido de titânio e óxido de zinco, estruturas inorgânicas que não penetram na epiderme. "Nos filtros, componentes absorvedores de luz, como benzofenona-3 e 4-metilbenzelideno cânfora, demonstraram ter a capacidade de se acumular no corpo humano por até cinco dias. Então, são elementos que devem ser evitados", diz Maurício Pupo, salientando que este resultado apareceu em um estudo científico realizado no Instituto de Avaliação de Riscos de Ciências da Universidade de Utrecht, na Holanda, e publicado no "Toxicology and Applied Pharmacology", em outubro de 2005. "Foi relatado que a exposição diária a tais filtros resulta em efeitos estrogênicos no corpo humano." Em outras palavras, o ativo pode interagir com receptores de estrógeno e atuar como se fosse um hormônio feminino. "Mas é bom deixar claro que não são todos os filtros químicos que fazem isso, somente os mais antigos. A nova geração já apresenta maior segurança", explica o cosmetólogo Maurício Pupo. Alguns nomes de filtros solares químicos: avobenzona, octilmetoxicinamato, homosalate e bis-etilexiloxifenol metoxifenil triacina.

Óleo mineral– Derivado do petróleo e composto por uma mistura complexa de hidrocarbonetos, é aplicado na indústria cosmética como emoliente, lubrificante e hidratante – e, por isso, está presente em diversos cremes e loções. "Seu uso, no entanto, tem sido relacionado a casos de desordens cutâneas", adverte Maurício Pupo. Tanto é que o Departamento de Medicina Ocupacional do Hospital Universitário de Trondheim, na Noruega, apontou que houve prevalência de alterações como pele ressecada, dermatite, acne e eczema em indivíduos que tinham contato direto com o componente. "Outro problema relatado em relação ao óleo mineral é a contaminação de alguns produtos com o 1,4-dioxano. Este composto orgânico classificado como éter, segundo pesquisas científicas como a publicada no "Regulatory Toxicology and Pharmacology", em outubro de 2003, demonstra apresentar potencial carcinogênico, penetração na pele e uma fraca atividade genotóxica, ou seja, danos ao material genético", completa o cosmetólogo. Em outras palavras, há suspeita de que provoca diversos tipos de câncer, como de pulmão, esôfago, estômago, linfoma e leucemia. A Anvisa não controla o uso do óleo mineral em cosméticos. Nos rótulos, procure por palavras como paraffin oil e mineral oil.

Ftalatos– Eles entram em esmaltes, perfumes, xampus e maquiagens como aditivos, plastificantes ou agentes amaciadores. Mas é bom ficar alerta: estudo realizado em 2009 em múltiplos institutos e publicado no Environmental Health Perspectives em fevereiro de 2009 verificou que a exposição aos ftalatos está associada à ocorrência de hipospádia, uma das anormalidades urogenitais mais comuns em bebês do sexo masculino. "Outra pesquisa, comandada em 2009 pelo Departamento de Saúde Ambiental da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de Fudan, na China, provou ligação entre a exposição fetal aos ftalatos, durante a gestação, e o baixo peso no nascimento", destaca Maurício Pupo. Não há controle, por parte da Anvisa, em relação ao  emprego do ativo. "Nos frascos, não dá para identificá-lo, pois os ftalatos são moléculas contaminantes de determinadas matérias-primas", diz Maurício Pupo.

Aminas aromáticas– Presentes em tinturas capilares, é possível que esses hidrocarbonetos aumentem o risco de desenvolvimento de câncer, entre eles o de bexiga. "Tal suspeita surgiu em estudo publicado no "Mutation Research" em setembro de 2002 e evidenciada pelo Public Health Reports em janeiro-fevereiro de 2005, nos Estados Unidos", revela Maurício Pupo, acrecentando que a Anvisa estabelece limites para o uso do ativo em cosméticos, que aparecem com este nome mesmo nos rótulos.

Ureia - Um dos hidratantes mais utilizados em cosméticos é a ureia, tanto pela sua eficácia quanto pelo seu baixo preço. Como penetra profundamente na pele e tem a capacidade de atravessar a placenta, podendo chegar até o feto em formação e ocasionar graves consequências ao bebê, traz uma advertência da Anvisa: todas as vezes que o componente estiver presente em dosagens maiores que 3%, o rótulo alerta ‘Para uso durante a gravidez, consulte um médico’. "O órgão também veta a fabricação de cosméticos que contenham mais de 10% de ureia", salienta, farmacêutica especialista em desenvolvimento de cosméticos Anelise H. Leite Taleb. Na embalagem, o nome é o mesmo.

fonte: Rosana Faria

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Quase 80% das mulheres que não precisam de desodorante usam o produto desnecessariamente


Quase oito em cada dez mulheres que não precisariam passar desodorante o fazem mesmo assim, concluiu um novo estudo da Universidade de Bristol, na Grã-Bretanha. 

Desodorante: 80% das mulheres que carregam variação genética que as impede de produzir odor nas axilas usam desodorante mesmo assim, diz estudo

Segundo os autores, essas pessoas não necessitam desses produtos pois carregam uma variação do gene ABCC11, que faz com que elas não produzam nenhum odor nas axilas. Os pesquisadores acreditam que esse trabalho possa abrir portas para que a genética passe a ser utilizada para facilitar a escolha de produtos de higiene pessoal. “Um teste genético simples poderia poupar alguns indivíduos da compra e do uso de produtos desnecessários e também reduzir a exposição deles a substâncias químicas”, diz Santiago Rodriguez, que coordenou a pesquisa.

Resultado: Cerca de 2% das mulheres britânicas brancas carregam uma variação no gene ABCC11 que as impedem de produzir odor debaixo dos braços.  Delas, 78% usam desodorante mesmo assim. Essa variação genética também torna as pessoas mais propensas a ter cera de ouvido seca, e não pegajosa, característica que poderia indicar a necessidade, ou não, do uso de desodorante.

O estudo foi divulgado no periódico Journal of Investigative Dermatology, uma publicação do grupo Nature. Segundo os autores, a produção de odor embaixo do braço acontece quando o suor produzido pelas glândulas sudoríparas se mistura a certas bactérias. A atividade do gene ABCC11 é um dos fatores responsáveis para que esse odor seja produzido, mas uma variação genética nesse gene o torna inativo. 

Para realizar a pesquisa, a equipe se baseou nos dados de 6.495 mulheres. A partir de um teste, o grupo encontrou a variação genética no gene ABCC11 em 2% das participantes. Apesar de não precisarem, já que não produzem odor nas axilas, 78% das mulheres britânicas brancas que apresentavam essa variante relataram usar desodorante todos os dias. A pesquisa também descobriu que 5% das participantes que deveriam fazer uso do produto, já que não carregavam a variação genética e que, portanto, produziam odor embaixo do braço, não costumavam fazê-lo.

Os autores do estudo ainda mostraram que pessoas que carregam essa variação genética também são mais propensas a ter a cera seca no ouvido, e não pegajosa. Ou seja, segundo eles, a verificação desse fator poderia ser um indicador da produção, ou não, de odor embaixo dos braços.

fonte: Veja

terça-feira, 11 de setembro de 2012

O prazo de validade do seu cosmético venceu? Veja o que fazer


Não espere a aparência dos produtos mudar; se o prazo de validade venceu, especialistas recomendam uso por no máximo mais 15 diasTalvez você já tenha se deparado com o problema: de repente, percebe que aquele potinho de creme apresenta uma data de validade que já passou. A dúvida é: tem que jogar fora imediatamente? Os especialistas dizem que não, embora recomendem que não se exagere nos dias de uso a mais. “Um cosmético não se estraga do dia para a noite, então sempre existe um prazo adicional em que ainda se encontrará em boas condições. Isso dependerá de vários fatores, como composição, fabricação e modo de utilização e armazenamento”, explica Maurício Pupo, cosmetólogo, diretor da Ipupo Consultoria em Desenvolvimento Cosmético.

A recomendação é: passou o prazo, utilize por no máximo 15 dias além da data especificada no rótulo. “A validade tem que ser levada a sério, embora exista essa margem de segurança de duas semanas em média. Um cosmético já vencido, seja creme ou maquiagem, não oferece garantia da eficácia dos ingredientes empregados. Ele pode sofrer oxidação, o que acarretaria problemas como irritação na pele”, salienta Ana Lúcia Recio, dermatologista membro das Sociedades Brasileira e Americana de Dermatologia. O contato com o oxigênio do ar, a temperatura e a luminosidade são fatores degradantes que se intensificam com o passar do tempo.

Que fique claro: se você continua usando um produto que já ‘estragou’ – seja um clareador, um antiidade ou um renovador com vitamina C –, a primeira consequência é que ele não fará mais efeito. Além disso, as moléculas se transformam quando oxidadas e passam a ser irritantes e alergênicas, o que aumenta a probabilidade de sofrer com tais incômodos. E tem mais, a empresa fabricante não dará garantia ou suporte caso haja alguma reação.

Onde mora o perigo?

Os produtos que mais oferecem riscos depois de vencidos são os cremes com alfa-hidroxiácidos, pois podem ser muito irritantes para a cútis; os hidratantes, em função dos óleos e das manteigas vegetais que se degradam; os protetores solares, que deixam de defender a pele dos raios nocivos do sol; os perfumes, porque as essências oxidadas são sensibilizantes; e os alisantes e depilatórios, que se tornam agressivos e chegam a machucar a epiderme e o couro cabeludo. “Na face, os riscos são mais visíveis do que no corpo. A pele passa por um processo de irritação, as células inflamatórias migram para a superfície, os vasos se dilatam e clinicamente observamos uma epiderme avermelhada com pequenas bolinhas (vesículas), descamação, coceira, calor e às vezes dor. Chamamos de dermatite alérgica de contato”, enfatiza Ana Lúcia. Nos olhos, mais suscetibilidade ainda. Se o creme para esta área contém renovador celular à base de retinol ou similares, a sensibilidade pode ser muito grande. Renato Neves, cirurgião oftalmologista com pós-doutorado na Harvard Medical School, ressalta que prolongar o uso leva a um aumento de concentração por evaporação do veículo, “que normalmente é alcoólico”.

No caso dos cosméticos, é fácil perceber quando a fórmula ‘desandou’. Há mudanças visíveis em cor, cheiro, viscosidade – fica mais aguada ou espessa –, ressecamento (algumas podem apresentar até rachaduras) e formação de cristais. Em xampus e sabonetes líquidos, há separação de ingredientes no fundo da embalagem (precipitação) e alisantes e depilatórios podem exalar gases fétidos. “Há formulações mais instáveis que outras, e compostos químicos bastante complexos. Por isso, todo cuidado é pouco”, diz Sheila Gonçalves, cosmetóloga.

O batonzinho também estraga

E a maquiagem? Segundo Maurício Pupo, o fato de pós, bases e batons não conterem água ajuda para que demorem mais a estragar. “Mas o fabricante leva isso em conta na hora de determinar o vencimento e, por isso, o prazo também tem que ser respeitado.” Quer dizer, mesmo que aquele blush esteja novinho em folha e com ‘um aspecto ótimo’, desapegue e jogue o mesmo no lixo no máximo 15 dias após a data escrita no rótulo. “A contaminação recente muitas vezes não altera cor nem odor”, considera Anelise Helena Leite Leal, farmacêutica e bioquímica.

Mesmo um simples batom merece atenção. “Ele entra em contato com os lábios, uma área conhecida como epitélio de transição, sendo muito mais fina e delicada e, por isso, sujeita a agressões”, destaca Pupo, acrescentando que itens de make vencidos em geral ficam ressecados e apresentam alterações na coloração e na homogeneidade. Ana Lúcia Recio concorda e observa: o grau de alergia depende da pessoa. “Se o paciente é mais ou menos predisposto, teremos um quadro discreto ou muito intenso.”

Se você costuma usar produtos importados, atente para este símbolo: ele indica a validade após a abertura da embalagem
Icon Finder

O rímel em especial não raro é contaminado por bactérias, “já que seu conservante, que impede o crescimento de microorganismos, também tem prazo de vencimento”, diz Renato Neves. A insistência no uso causa conjuntivites graves e até mesmo úlcera de córnea. “Cuidados semelhantes devem ser tomados com relação a lápis de olho, delineador e sombra”, insiste o oftalmologista. Segundo Anelise, a máscara para cílios e os cosméticos que ficam perto das mucosas (como os lábios) ou dos olhos são os mais perigosos e campeões de queixas nos consultórios dermatológicos. “Tais regiões não têm muita proteção.”

No Brasil e no mundo

Uma dúvida que muitas pessoas têm: se o produto não for aberto, o prazo de validade muda? Para os fabricados no Brasil não, pois aqui o parâmetro utilizado é a data escrita na embalagem, independentemente se o cosmético ou a maquiagem estão intactos ou não. “Já na Europa a validade começa a contar depois que o dito-cujo é aberto, em geral seis meses”, observa Pupo. No nosso país, o prazo é determinado por meio de testes físico-químicos e microbiológicos e em geral se estende por três anos.

Para seus produto não estragar antes da hora:

- Guarde-o em local seco e fresco, longe do sol e da luz
- Proteja-o do calor, jamais deixando-o em locais quentes como banheiro, cozinha ou carro
- Use espátula e não manipule o conteúdo com os dedos. “As bisnagas são mais práticas que os potes porque liberam dessa obrigação”, diz Sheila Gonçalves
- Cuidado com a umidade, que estraga as maquiagens – por isso guardar no banheiro é contra-indicado
- Lembre-se que manipulados são sempre mais frágeis que industrializados, com tempo de validade mais curto
- Não empreste seus itens de beleza para amigos ou familiares. “Principalmente os cremes para o rosto ou área dos olhos devem ser de uso próprio”, observa Renato Neves
Como prolongar a vida útil dos produtos 


fonte: Rosana Faria de Freitas

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Qual melhor creme para as mãos?

Não se esqueça do cuidado com as mãos e unhas, que geralmente são deixadas de lado. Elas também mostram os sinais de envelhecimento que podem ser evitados e, se instalados, tratados.

O hidratante corporal pode ser usado nas mãos, porém, o ideal é priorizar o uso de cremes mais específicos, pois a área das mãos é mais exposta ao sol e a repetidas lavagens. Desse modo, necessita de mais atenção.
Durante o dia, procure utilizar fórmulas que contenham silicone e óleos (macadâmia, uva e rosa mosqueta) que formam uma película sobre a mão, independentemente da quantidade da perda de água. Já à noite,as fórmulas devem conter uréia, ácido lático e lactato de amônio, que têm alto poder de hidratação. Proteja-as com filtro solar, principalmente ao dirigir.
Qual melhor creme para as mãos?
1. Natura Ekos Creme para as Mãos

Creme para as Mãos
Eles tem fórmulas com até 78% de matérias-primas de origem vegetal renovável, textura mais densa e agradável toque aveludado, proporcionando hidratação intensa. Também possuem óleos em sua fórmula, o que ajuda na hidratação. Protegem as mãos, formando um filme delicado e perfumado sobre a pele.

2. Renew Ultimate e Luvas de Silicone

Creme para as Mãos
Renew Ultimate: Possui FPS 15. Contém elementos preciosos como ouro, cobre e magnésio. O produto combate e trata os sinais avançados de envelhecimento, prevenindo contra os danos causados pelos raios solares. Além de hidratar e melhorar a textura da pele, o creme também diminui a descamação das cutículas. Luvas de Silicone: Forma uma camada invisível, como uma luva, que protege a pele do ressecamento causado pelo uso de produtos de limpeza e outros agentes agressivos. Absorve rapidamente e proporciona proteção e hidratação de longa duração. Ideal para pele seca e ultrasseca.

3. Creme Anti-Idade Q10 Plus Nivea Mãos

Creme para as Mãos
Graças à ação dos filtros UV e das co-enzimas naturais Q10 e R, protege e hidrata, ao mesmo tempo em que previne os primeiros sinais de envelhecimento da pele das mãos. Experimente a sensação de uma pele mais firme e macia.

4. Creme para as Mãos Timewise FPS 15 Mary Kay

Creme para as Mãos
Reduz o aparecimento de rugas e ajuda a ter uma pele com uma aparência mais firme. Hidrata e reforça a barreira da pele, ajudando a reduzir o aparecimento das linhas finas e rugas, além disso ajuda também a neutralizar os efeitos nocivos dos raios UV (ultravioleta). Ajuda também a reduzir o aparecimento das manchas escuras.
fonte: Celisa (beleza e saúde)

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Cosméticos mais desejados do mês

Hoje em dia, com essa variedade imensa de cosméticos e novidades a todo momento, fica difícil não ter curiosidade de experimentar algo novo.

Vou listar quatro cosméticos que gostaria de saber mais sobre tal produto. Aí, se você quiser, aproveita e também coloca nos comentários os produtinhos que você quer. Assim, teremos uma ideia dos produtos mais desejados em cada mês por todas.

Conto com a participação vocês: não precisa colocar 4 produtos, apenas 1 já está bom. Enfim, contribua como quiser. Lembre-se: não precisa ser um cosmético que você vá comprar, pode ser simplesmente produtos que mais tenham despertado a sua curiosidade.

E, se você já usou algum produto que foi mencionado, pode responder dando uma dica, se vale mesmo a pena ou não — enfim, para nos ajudarmos mesmo.

Então, vamos lá?

O que eu gostaria para o mês de Agosto?


Cosméticos mais Desejados do Mês


1. Dove Shower Esfoliação Suave

Além de remover as células mortas — deixando a pele macia, bonita e saudável — ele ainda hidrata e nutre a pele. Segundo a marca, a esfoliação é tão suave que o produto pode até ser usado no rosto. Alguém já testou?

2. Vitanol A

Para quem não conhece, Vitanol A é um medicamento bem poderoso a base de tretinoina, que é proveniente da oxidação da vitamina A, também conhecida como ácido retinóico. Ela é indicada no tratamento de estrias, espinhas, manchas e envelhecimento precoce da pele. 

3. Creme Para Mãos Panvel Vert Castanha Do Brasil

O óleo vegetal da Castanha do Brasil, matéria-prima desta linha, tem alto poder nutritivo, proporcionando hidratação intensa. A pele fica mais macia e com um toque aveludado. Dizem que corresponde ao creme de castanha da Natura Ekos, sendo muito mais barato. 

4. Renew Genic

É um tratamento para qualquer idade. O produto é formulado para impulsionar a atividade do “gene da juventude”, ajudando as células da pele a agirem de forma mais rápida e saudável. Essa verdadeira revolução genética reduz visivelmente os sinais de idade, rugas, descolorações, perda de firmeza da pele e melhora visivelmente a textura da face. 

fonte: Beleza e Saúde

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Limpeza de pele: benefícios e dicas



Uma limpeza de pele bem feita pode ser a garantia de um rosto renovado. Sim, pele lisinha, profundamente limpa e livre dos sinais de acne. O procedimento é uma técnica eficiente para dar fim às células mortas da camada superficial, o que na prática significa mais saúde, higiene e beleza para a cútis. Não à toa, esse tipo de tratamento envolve alguns aspectos importantes, como a frequência com que deve ser realizado, quem pode fazer, que tipos de pele se beneficiam mais, e alguns cuidados cotidianos e pós-procedimento que favorecem e prolongam os resultados. Para esclarecer esses e outros fatores, conversamos com três profissionais, com vasto conhecimento sobre o assunto: o dermatologista Marcelo Bellini, diretor da Clínica Corpo em Evidência; a esteticista Cristina Amedor Pedrosa Pedro, docente do curso técnico em Estética do Senac Osasco; e a dermatologista Paula Penna – todos de São Paulo.

Quais são os principais benefícios da limpeza de pele?
Marcelo Bellini: A limpeza de pele é indicada, principalmente, para remoção de cravos abertos (pontos pretos) ou fechados (pontos brancos), remoção de milio (cravos resistentes, cobertos por uma fina camada de pele) e pontos sebáceos. Serve também para desintoxicar, remover as células mortas e manter a pele macia e saudável, reduzindo a oleosidade. Ao contrário do que muitos pensam, a limpeza é contraindicada para remover espinhas, pois pode deixar cicatrizes, além de inflamar e agravar o quadro de acne.

Com que frequência deve ser feita?
Marcelo Bellini: Em geral, indicamos a cada 30 ou 40 dias, que é o intervalo de renovação da pele. Já nos casos de acne com muitos cravos, inicialmente indicamos uma vez a cada 15 dias e, depois, passamos para uma vez a cada 40 dias, como manutenção.
Paula Penna: Se for uma pele com muitos cravos, pode ser até uma vez por mês. Agora, quem estiver usando creme com agentes esfoliantes e não tiver cravos, muitas vezes, nem é preciso fazer a limpeza de pele.

Existe alguma contraindicação?
Marcelo Bellini: A limpeza de pele não é recomendada para peles muito sensíveis, aquelas que ficam vermelhas com facilidade, que sob o sol fazem rubor; as com muita descamação, e que costumam desenvolver alergias e irritações com facilidade. Além das peles com muita espinha.


Para aquelas pessoas que fazem raramente, existe uma época do ano que seja melhor fazer a limpeza de pele?
Marcelo Bellini: Não. O único cuidado que se deve ter é o de não tomar sol por dois ou três dias após a limpeza.
Paula Penna: Geralmente no verão ou logo após voltar da praia são períodos indicados, pois o calor e o uso do protetor solar várias vezes por dia, que é o correto, acabam deixando a pele com mais cravos e mais oleosa, o que, em muitos casos, a torna mais grossa e pesada.

Quanto ao tipo de pele, alguma se beneficia mais e outra menos com a limpeza de pele?
Cristina Pedro: Todos os tipos de pele recebem muito bem esse procedimento. A limpeza bem realizada ajuda no equilíbrio das peles seca, normal, oleosa e mista, pois limpar a cútis não significa apenas tirar comedões (cravos) e acne, mas sim remover células mortas, o que uniformiza e melhora o aspecto da pele.
Paula Penna: Sim, quem tem a pele mais oleosa, pois é quem acaba tendo mais cravos. A pele mais seca acaba se beneficiando mais com as hidratações, feitas com uma esfoliação prévia, para afinar a pele e facilitar a absorção dos hidratantes.  

É verdade que quem tem muita espinha deve evitar o procedimento?
Marcelo Bellini: Sim, pois podem deixar cicatrizes. O correto é realizar um tratamento secativo com uso de medicamentos tópicos e orais. Sessões semanais com luzes de LED – que controlam a atividade sebácea, possuem ação secativa e reduzem as inflamações – associadas com máscaras secativas também são recomendadas. Pode ser realizado também peeling de ácido salicílico. Todos devem ser feitos em consultório com um dermatologista.
Paula Penna: Se as espinhas estiverem muito infeccionadas sim, pois a pele pode estar contaminada e, mesmo com a correta higienização, pode acontecer de espalhar essas bactérias.

Quais profissionais são habilitados para fazer uma limpeza de pele?
Especialistas ressaltam que a limpeza de pele deve ser feita apenas por profissionais treinados.

Marcelo Bellini: Esteticistas com boa formação e fisioterapeutas com formação dermatofuncional. Pois estes profissionais possuem treinamento específico para identificar os problemas e realizar o tratamento da melhor maneira possível.

Existe alguma maneira de escolher corretamente uma esteticista para esse procedimento?
Marcelo Bellini: Por meio da indicação de alguém que já tenha realizado o procedimento e, geralmente, esteticistas que trabalham em clínicas dermatológicas.
Cristina Pedro: Dar preferência a profissionais com formação técnica em cursos profissionalizantes.

A pele se renova a cada 28 dias. Qual a relação desse ciclo com a importância da limpeza de pele?
Marcelo Bellini: É fundamental realizar no intervalo de 30 a 40 dias uma nova limpeza, para desintoxicar, remover células mortas e controlar a oleosidade.
Cristina Pedro: Esse é o período indicado para a realização da limpeza, pois o processo torna-se mais efetivo, já que a cada 28 dias as células matrizes da epiderme geram novas células que chegam à superfície nesse período, o que torna mais eficaz a ação da limpeza de pele.

Alguma dica para a higienização do rosto em casa, nos dias após a limpeza de pele?
Cristina Pedro: É importante realizar os cuidados diários para higienizar a pele. Cuidar da pele deve ser um hábito realizado pelo menos duas vezes ao dia. Isso favorece uma pele saudável. Para os cuidados diários, os produtos devem respeitar o biotipo de pele (seca, oleosa...). Os cuidados diários são: higienizar e demaquilar, para tirar as impurezas e maquiagem; tonificar, para equilibrar o pH; hidratar ou nutrir a pele, acompanhado com fator de proteção solar adequado (de dia).

É verdade que se deve evitar a aplicação de produtos oleosos e à base de ácidos nos dias posteriores à limpeza de pele?
Paula Penna: Isso depende do tipo de pele. Se for seca, os produtos mais oleosos são liberados; se for oleosa, são proibidos. Alguns produtos muito oleosos como óleo de amêndoas, não são recomendados nunca, nem para quem tem a pele muito seca, pois acabam entupindo os poros. O uso de ácidos deve ser evitado logo após a limpeza de pele se a pessoa tiver a pele muito sensível e vermelha, para que a irritação não piore.

Por que é melhor evitar a limpeza de pele quando a pessoa se expõe ao sol?
Paula Penna: O melhor seria evitar a limpeza de pele antes da pessoa se expor ao sol, pois, geralmente, acabamos esfoliando e afinando a pele junto com a limpeza e a cútis mais fina pode manchar com o sol, principalmente se ela estiver vermelha e irritada.

Gestantes podem fazer limpeza de pele?
Marcelo Bellini: A limpeza de pele não é contraindicada para gestantes, no entanto deve-se evitar o uso de produtos que contenham ácidos, que são absorvidos pela pele. É importante também evitar a exposição ao sol logo após a limpeza, pois é maior a chance de manchar a pele.


fonte: beleza - uol