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quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Como o colágeno pode melhorar a saúde da sua pele?



O colágeno é uma importante proteína produzida pelo organismo desde o nascimento, mas que vai diminuindo a partir dos 30 anos, o que pode deixar a pele flácida e as cartilagens das articulações desgastadas.

Como primeira medida de prevenção, é importante ter uma alimentação saudável e praticar exercícios físicos, principalmente musculação, que ajudam a minimizar os impactos do envelhecimento, como explicaram as dermatologistas Márcia Purceli e Denise Steiner.

Porém, em alguns casos, as pessoas recorrem aos suplementos nutricionais e vitamínicos que têm aminoácidos que estimulam a produção de colágeno, tanto na pele como nas articulações. Existem também cápsulas que trazem outros benefícios para a pele e também para cabelos e unhas (veja no quadro abaixo quais alimentos correspondem a esses complexos).

SUPLEMENTOS NUTRICIONAIS
Para a firmeza
da pele
Para a proteção e
bronzeado da pele
Para fortalecimento do
cabelo e das unhas
Composição: licopeno, vitamina C, vitamina E e flavonoidesComposição: betacaroteno
e  flavonoides
Composição:
biotina e flavonoides
Alimentos correspondentes:
6 colheres de arroz branco, 1 concha de feijão, 1 bife de carne vermelha, 1 pires de couve manteiga  refogada, 1 pires de salada de alface, tomate, cebola e 2 amêndoas
Alimentos correspondentes:
1 prato de macarronada bolonhesa, 1 pires de salada de agrião com trigo à vinagrete, 1 copo de suco de laranja com cenoura
Alimentos correspondentes: 
6 colheres de arroz integral,  1 concha de soja, 1 bife de fígado acebolado, 4 colheres de abóbora refogada com 1 colher de farelo de trigo, 1 pires de salada de rúcula, pepino e tomate seco

Apesar de não ter contraindicação, é importante que esses compostos só sejam usados com orientação médica já que o excesso de uso pode trazer danos à saúde, principalmente no caso de mulheres gestantes ou em fase de amamentação.

Além disso, vale ressaltar que o uso dos suplementos não funciona isoladamente. Por exemplo, a pessoa que toma o colágeno não terá a pele firme se continuar estressada, fumando, tomando sol e comendo mal – não é um milagre.

Fora os benefícios que traz para a estética, as médicas ressaltaram que o colágeno também fortalece os tecidos, promove elasticidade e resistência à pele, além de beneficiar os músculos, tendões, ligamentos e vasos do corpo.

Na alimentação, as principais fontes de colágeno são as proteínas animais, como carnes vermelhas, frangos, peixes e ovos. Mas, como explicou a nutricionista Nádia Rocha Brito, existem outros alimentos que podem também contribuir, como fontes de vitamina C (acerola, caju, limão, abacaxi, kiwi, morango e pêssego), folhas verdes escuras e fontes de vitamina E, selênio e zinco (avelãs, amêndoas e castanhas).

Vegetais não são fontes de colágeno, mas são fontes de proteína e isso pode também ajudar, assim como as gelatinas.

A recomendação de consumo diário de proteína para adultos é de 0,8 gramas por quilo de peso – por exemplo, uma pessoa de 60 quilos teria que comer 48 gramas de proteína todos os dias, quantidade presente em um copo de leite, dois bifes e uma concha de feijão. Pode parecer pouca coisa, mas muitas pessoas não conseguem suprir essa necessidade diária.

As dermatologistas alertaram também que o colágeno contribui bastante para o tratamento da osteoartrose, doença crônica e de lenta evolução, responsável por deixar 15% da população adulta do mundo incapacitada. Isso acontece porque há um desgaste da cartilagem articular e, consequentemente, alterações ósseas e rigidez e dor nas articulações.

A Sociedade Brasileira de Reumatologia reconhece os benefícios do colágeno para pacientes com artrose, já que a proteína pode melhorar a cartilagem dessas pessoas que estão, principalmente, na fase inicial da doença. Porém, o uso do suplemento é apenas um complemento ao tratamento e não pode ser usado isoladamente.

fonte: g1.globo.com


terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Beleza perigosa: saiba identificar produtos que podem ser tóxicos



Ficar de olho no rótulo e buscar informações sobre o fabricante é o primeiro passo para se proteger de alergias, irritações e até problemas mais graves

Você já deve ter se deparado com essa dúvida: diante de tantos cosméticos expostos nas gôndolas de lojas, drogarias e supermercados, qual levar? E, mais do que isso, será que todos são seguros para o uso? Tais questionamentos têm razão de ser: alguns produtos podem conter ingredientes potencialmente perigosos para a saúde, provocando desde irritações e alergias cutâneas até o desenvolvimento de doenças graves, como o câncer. As dicas dos especialistas: prestar atenção no nome da empresa fabricante e olhar bem os rótulos – para verificar as substâncias e os registros obrigatórios que devem constar ali.

"É sempre relevante conhecer a idoneidade da empresa. Embora a escolha de um cosmético, maquiagem ou coloração seja pessoal, ter ciência de algumas informações básicas ajuda para uma decisão acertada", destaca a farmacêutica Mika Yamaguchi.

 "Os produtos no Brasil são rigorosamente testados. No entanto, é certo que surgiram (nos últimos tempos) muitas marcas novas e o consumidor deve ficar atento para adquirir o que é de boa qualidade e confiável. No rótulo, devem constar dados como CNPJ, endereço, nome do farmacêutico ou químico responsável, endereço da empresa e telefone do Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC). E, no caso de itens como os antiidade, classificados como grau II, registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)", diz o farmacêutico especialista em cosmetologia Maurício Pupo.

Promessa é dívida

Os produtos considerados como grau I, que apresentam benefícios como hidratação, desodorização e limpeza, necessitam somente de uma notificação na Anvisa; já os de grau II são avaliados por uma equipe técnica encarregada de verificar se, de fato, têm as características descritas na embalagem. Neste grupo, estão os antiidade, anti-celulite e anti-queda de cabelo. "Com tal registro, a agência garante que a pessoa receberá o que foi anunciado no invólucro", salienta Mika Yamaguchi.

O órgão já elaborou uma lista restritiva de substâncias nocivas que devem ser banidas das formulações. "Acontece que muitos outros ativos ainda são permitidos, em algum nível, pela Agência e por autoridades sanitárias de alguns países", diz Maurício Pupo.

Veja, abaixo, uma lista de elementos que, segundo os especialistas, podem trazer riscos para as peles sensíveis ou perigos para a saúde:

Formol– O composto químico, também conhecido como formaldeído, é o primeiro da lista porque é um dos mais perigosos. Utilizado para alisamento e também como conservante, é extremamente nocivo para a pele, o cabelo e o organismo, causando até câncer. Estudo realizado pelo Departamento de Medicina Comunitária da Faculdade de Medicina da Universidade de West Virginia (EUA), e publicado no "Journal of Environmental and Public Health" em maio de 2011, notou aumento de risco de desenvolvimento de câncer de pulmão associado à exposição a alguns compostos, entre eles o formol. "Por isso, seu emprego não é mais permitido em produtos cosméticos no Brasil desde janeiro de 2012", salienta Maurício Pupo. Nos rótulos, o formol pode estar apresentado com os seguintes nomes: quatérnium-15, diazolidinil hora, imidazolidinil ureia e DMDM hidantoína.

Parabenos– Trata-se de um conservante encontrado em cremes corporais, géis de banho e desodorantes, usado para evitar a contaminação por fungos e bactérias, garantindo o uso do produto em longo prazo. "Já há estudos, no entanto, mostrando que pode estar relacionado ao câncer", ressalta Mika Yamaguchi. "Embora sejam estáveis e, em pequenas concentrações, apresentem baixa toxicidade, existe uma crescente preocupação quanto à possibilidade de alguns parabenos terem ação hormonal, principalmente a estrogênica, de efeitos similares aos provocados pelos hormônios sexuais femininos", completa Maurício Pupo, acrescentando que o dito-cujo é aprovado pela Anvisa em limites muito restritos. Teste realizado pelo Centro de Saúde e Meio Ambiente da Universidade da Califórnia (EUA), e publicado no "Toxicology and Applied Pharmacology"  em março de 2007, mostrou que os parabenos são capazes de inibir a atividade induzida pela testosterona, podendo influenciar diretamente o sistema reprodutor humano. "De alguma maneira, é possível que interfiram com os hormônios humanos. Como sabemos que muitos tipos de câncer são decorrentes de mínimas alterações hormonais, temos que ficar atentos", salienta Maurício Pupo. Os parabenos podem ser identificados, nas formulações de cosméticos e desodorantes, com diversas nomenclaturas: parabens, pethylparaben, pthylparaben, propylparaben e putylparaben. Encontrou um destes termos? Melhor evitar.

Propilenoglicol– Empregado como diluente de outras substâncias ou para conferir sensação de hidratação, está em uma grande variedade de cosméticos. Mas, segundo os especialistas, é provável que provoque distúrbios cutâneos como alergias e irritações. Estudo realizado com 45.138 pacientes na Universidade de Göttingen, na Alemanha, e publicado no periódico "Contact Dermatitis" em novembro de 2005, denunciou seu potencial sensibilizante, confirmado também pelo Departamento de Dermatologia do Hospital Osaka Red Cross, no Japão, e publicado no "International Journal of Dermatology" no mesmo ano. "É aprovado pela Anvisa sem limite de concentração, mas vetado em cosméticos orgânicos",diz Maurício Pupo. Em tempo, cosméticos orgânicos são aqueles que não apresentam substâncias químicas derivadas de petroquímicos ou sintéticos, que utilizam ativos isentos de agrotóxicos e extraídos de forma mais natural. Para saber se o produto cosmético contém propilenoglicol na composição, verifique o termo propylene plycol na embalagem.

Amarelo tartazina– Corante, oferece grande risco de alergia. "Seria interessante utilizar produtos sem corantes", sustenta Mika Yamaguchi, acrescentando que, no setor alimentício, quase a totalidade dos itens vem com corantes na composição. "Como são a principal causa de alergia em cosméticos, a maioria das empresas já os eliminou das formulações", diz Maurício Pupo. Nas embalagens, aparecem com a nomenclatura CI – Color Index, com um código que representa a cor.

Etoxilado– É um emulsificante – encontrado em xampus, por exemplo – originário de um processo químico chamado etoxilação. Prejudica a defesa natural da pele, deixando-a mais vulnerável à entrada de microorganismos e à desidratação. "Por isso, é interessante utilizar produtos livres de etoxilados, com emulsificantes de alta afinidade com a cútis, como os fosfolipídeos", recomenda Mika Yamaguchi. Importante: a Anvisa não controla este tipo de ingrediente. "Os etoxilados podem estar contaminados com um agente cancerígeno chamado 1,4 dioxano. Por isso, é essencial que se utilize etoxilados livres de 1,4 dioxano. Vale ressaltar, ainda, que existe o risco ambiental, pois o processo de etoxilação é danoso ao meio", finaliza Maurício Pupo. Na embalagem, o nome que aparece é este mesmo, etoxilado.

Filtros solares químicos– Tais aditivos, aprovados pela Anvisa e protetores dos raios UVA e UVB, nas peles muito sensíveis ou infantis podem causar irritação quando presentes em altas concentrações. Por isso, é recomendável que pessoas nessas condições prefiram protetores solares com filtros físicos como dióxido de titânio e óxido de zinco, estruturas inorgânicas que não penetram na epiderme. "Nos filtros, componentes absorvedores de luz, como benzofenona-3 e 4-metilbenzelideno cânfora, demonstraram ter a capacidade de se acumular no corpo humano por até cinco dias. Então, são elementos que devem ser evitados", diz Maurício Pupo, salientando que este resultado apareceu em um estudo científico realizado no Instituto de Avaliação de Riscos de Ciências da Universidade de Utrecht, na Holanda, e publicado no "Toxicology and Applied Pharmacology", em outubro de 2005. "Foi relatado que a exposição diária a tais filtros resulta em efeitos estrogênicos no corpo humano." Em outras palavras, o ativo pode interagir com receptores de estrógeno e atuar como se fosse um hormônio feminino. "Mas é bom deixar claro que não são todos os filtros químicos que fazem isso, somente os mais antigos. A nova geração já apresenta maior segurança", explica o cosmetólogo Maurício Pupo. Alguns nomes de filtros solares químicos: avobenzona, octilmetoxicinamato, homosalate e bis-etilexiloxifenol metoxifenil triacina.

Óleo mineral– Derivado do petróleo e composto por uma mistura complexa de hidrocarbonetos, é aplicado na indústria cosmética como emoliente, lubrificante e hidratante – e, por isso, está presente em diversos cremes e loções. "Seu uso, no entanto, tem sido relacionado a casos de desordens cutâneas", adverte Maurício Pupo. Tanto é que o Departamento de Medicina Ocupacional do Hospital Universitário de Trondheim, na Noruega, apontou que houve prevalência de alterações como pele ressecada, dermatite, acne e eczema em indivíduos que tinham contato direto com o componente. "Outro problema relatado em relação ao óleo mineral é a contaminação de alguns produtos com o 1,4-dioxano. Este composto orgânico classificado como éter, segundo pesquisas científicas como a publicada no "Regulatory Toxicology and Pharmacology", em outubro de 2003, demonstra apresentar potencial carcinogênico, penetração na pele e uma fraca atividade genotóxica, ou seja, danos ao material genético", completa o cosmetólogo. Em outras palavras, há suspeita de que provoca diversos tipos de câncer, como de pulmão, esôfago, estômago, linfoma e leucemia. A Anvisa não controla o uso do óleo mineral em cosméticos. Nos rótulos, procure por palavras como paraffin oil e mineral oil.

Ftalatos– Eles entram em esmaltes, perfumes, xampus e maquiagens como aditivos, plastificantes ou agentes amaciadores. Mas é bom ficar alerta: estudo realizado em 2009 em múltiplos institutos e publicado no Environmental Health Perspectives em fevereiro de 2009 verificou que a exposição aos ftalatos está associada à ocorrência de hipospádia, uma das anormalidades urogenitais mais comuns em bebês do sexo masculino. "Outra pesquisa, comandada em 2009 pelo Departamento de Saúde Ambiental da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de Fudan, na China, provou ligação entre a exposição fetal aos ftalatos, durante a gestação, e o baixo peso no nascimento", destaca Maurício Pupo. Não há controle, por parte da Anvisa, em relação ao  emprego do ativo. "Nos frascos, não dá para identificá-lo, pois os ftalatos são moléculas contaminantes de determinadas matérias-primas", diz Maurício Pupo.

Aminas aromáticas– Presentes em tinturas capilares, é possível que esses hidrocarbonetos aumentem o risco de desenvolvimento de câncer, entre eles o de bexiga. "Tal suspeita surgiu em estudo publicado no "Mutation Research" em setembro de 2002 e evidenciada pelo Public Health Reports em janeiro-fevereiro de 2005, nos Estados Unidos", revela Maurício Pupo, acrecentando que a Anvisa estabelece limites para o uso do ativo em cosméticos, que aparecem com este nome mesmo nos rótulos.

Ureia - Um dos hidratantes mais utilizados em cosméticos é a ureia, tanto pela sua eficácia quanto pelo seu baixo preço. Como penetra profundamente na pele e tem a capacidade de atravessar a placenta, podendo chegar até o feto em formação e ocasionar graves consequências ao bebê, traz uma advertência da Anvisa: todas as vezes que o componente estiver presente em dosagens maiores que 3%, o rótulo alerta ‘Para uso durante a gravidez, consulte um médico’. "O órgão também veta a fabricação de cosméticos que contenham mais de 10% de ureia", salienta, farmacêutica especialista em desenvolvimento de cosméticos Anelise H. Leite Taleb. Na embalagem, o nome é o mesmo.

fonte: Rosana Faria

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Como evitar o escurecimento das axilas



Usar regata ou biquíni é um tormento por causa das axilas escuras? Acalme-se! Existe solução para o problema. Conheça melhor as suas causas e os tratamentos mais adequados.

Depilação

Ao usar a lâmina, você corta o pelo que está na superfície - mas parte dele continua sob a pele. Se a cor do fio é mais escura do que a da sua axila, a região pode ganhar uma aparência sombreada. Em vez de raspar, depile-se com cera, já que ela elimina os pelos desde a raiz.

Acúmulo de Células Mortas

Elas podem ficar presas em irregularidades microscópicas presentes na pele. Esfolie a região pelo menos uma vez na semana.

Uso de desodorante

Na teoria, alguns ingredientes desse tipo de produto (talvez a fragrância) poderiam reagir com a pele e causar uma mudança de coloração. Mas isso não é comprovado. O que se sabe: muitas mulheres afirmam que a mancha escura desaparece quando elas deixam de usar antitranspirantes com fragrância. Nosso conselho: faça o teste você mesma. Opção: Rexona Women 0% Rollon.

Acantose nigricante

Essa condição médica rara causa manchas de tonalidade marrom ou negra no pescoço, embaixo dos braços e na virilha. A doença - que tipicamente acomete pessoas que estão acima do peso - pode estar relacionada a um distúrbio na produção de insulina ou uma desordem glandular. Identificou-se? Procure um médico. As primeiras recomendações são limitar a ingestão de açúcar e carboidratos simples para controlar a produção de insulina e usar um creme clareador na área afetada

fonte: mdemulher

terça-feira, 11 de setembro de 2012

O prazo de validade do seu cosmético venceu? Veja o que fazer


Não espere a aparência dos produtos mudar; se o prazo de validade venceu, especialistas recomendam uso por no máximo mais 15 diasTalvez você já tenha se deparado com o problema: de repente, percebe que aquele potinho de creme apresenta uma data de validade que já passou. A dúvida é: tem que jogar fora imediatamente? Os especialistas dizem que não, embora recomendem que não se exagere nos dias de uso a mais. “Um cosmético não se estraga do dia para a noite, então sempre existe um prazo adicional em que ainda se encontrará em boas condições. Isso dependerá de vários fatores, como composição, fabricação e modo de utilização e armazenamento”, explica Maurício Pupo, cosmetólogo, diretor da Ipupo Consultoria em Desenvolvimento Cosmético.

A recomendação é: passou o prazo, utilize por no máximo 15 dias além da data especificada no rótulo. “A validade tem que ser levada a sério, embora exista essa margem de segurança de duas semanas em média. Um cosmético já vencido, seja creme ou maquiagem, não oferece garantia da eficácia dos ingredientes empregados. Ele pode sofrer oxidação, o que acarretaria problemas como irritação na pele”, salienta Ana Lúcia Recio, dermatologista membro das Sociedades Brasileira e Americana de Dermatologia. O contato com o oxigênio do ar, a temperatura e a luminosidade são fatores degradantes que se intensificam com o passar do tempo.

Que fique claro: se você continua usando um produto que já ‘estragou’ – seja um clareador, um antiidade ou um renovador com vitamina C –, a primeira consequência é que ele não fará mais efeito. Além disso, as moléculas se transformam quando oxidadas e passam a ser irritantes e alergênicas, o que aumenta a probabilidade de sofrer com tais incômodos. E tem mais, a empresa fabricante não dará garantia ou suporte caso haja alguma reação.

Onde mora o perigo?

Os produtos que mais oferecem riscos depois de vencidos são os cremes com alfa-hidroxiácidos, pois podem ser muito irritantes para a cútis; os hidratantes, em função dos óleos e das manteigas vegetais que se degradam; os protetores solares, que deixam de defender a pele dos raios nocivos do sol; os perfumes, porque as essências oxidadas são sensibilizantes; e os alisantes e depilatórios, que se tornam agressivos e chegam a machucar a epiderme e o couro cabeludo. “Na face, os riscos são mais visíveis do que no corpo. A pele passa por um processo de irritação, as células inflamatórias migram para a superfície, os vasos se dilatam e clinicamente observamos uma epiderme avermelhada com pequenas bolinhas (vesículas), descamação, coceira, calor e às vezes dor. Chamamos de dermatite alérgica de contato”, enfatiza Ana Lúcia. Nos olhos, mais suscetibilidade ainda. Se o creme para esta área contém renovador celular à base de retinol ou similares, a sensibilidade pode ser muito grande. Renato Neves, cirurgião oftalmologista com pós-doutorado na Harvard Medical School, ressalta que prolongar o uso leva a um aumento de concentração por evaporação do veículo, “que normalmente é alcoólico”.

No caso dos cosméticos, é fácil perceber quando a fórmula ‘desandou’. Há mudanças visíveis em cor, cheiro, viscosidade – fica mais aguada ou espessa –, ressecamento (algumas podem apresentar até rachaduras) e formação de cristais. Em xampus e sabonetes líquidos, há separação de ingredientes no fundo da embalagem (precipitação) e alisantes e depilatórios podem exalar gases fétidos. “Há formulações mais instáveis que outras, e compostos químicos bastante complexos. Por isso, todo cuidado é pouco”, diz Sheila Gonçalves, cosmetóloga.

O batonzinho também estraga

E a maquiagem? Segundo Maurício Pupo, o fato de pós, bases e batons não conterem água ajuda para que demorem mais a estragar. “Mas o fabricante leva isso em conta na hora de determinar o vencimento e, por isso, o prazo também tem que ser respeitado.” Quer dizer, mesmo que aquele blush esteja novinho em folha e com ‘um aspecto ótimo’, desapegue e jogue o mesmo no lixo no máximo 15 dias após a data escrita no rótulo. “A contaminação recente muitas vezes não altera cor nem odor”, considera Anelise Helena Leite Leal, farmacêutica e bioquímica.

Mesmo um simples batom merece atenção. “Ele entra em contato com os lábios, uma área conhecida como epitélio de transição, sendo muito mais fina e delicada e, por isso, sujeita a agressões”, destaca Pupo, acrescentando que itens de make vencidos em geral ficam ressecados e apresentam alterações na coloração e na homogeneidade. Ana Lúcia Recio concorda e observa: o grau de alergia depende da pessoa. “Se o paciente é mais ou menos predisposto, teremos um quadro discreto ou muito intenso.”

Se você costuma usar produtos importados, atente para este símbolo: ele indica a validade após a abertura da embalagem
Icon Finder

O rímel em especial não raro é contaminado por bactérias, “já que seu conservante, que impede o crescimento de microorganismos, também tem prazo de vencimento”, diz Renato Neves. A insistência no uso causa conjuntivites graves e até mesmo úlcera de córnea. “Cuidados semelhantes devem ser tomados com relação a lápis de olho, delineador e sombra”, insiste o oftalmologista. Segundo Anelise, a máscara para cílios e os cosméticos que ficam perto das mucosas (como os lábios) ou dos olhos são os mais perigosos e campeões de queixas nos consultórios dermatológicos. “Tais regiões não têm muita proteção.”

No Brasil e no mundo

Uma dúvida que muitas pessoas têm: se o produto não for aberto, o prazo de validade muda? Para os fabricados no Brasil não, pois aqui o parâmetro utilizado é a data escrita na embalagem, independentemente se o cosmético ou a maquiagem estão intactos ou não. “Já na Europa a validade começa a contar depois que o dito-cujo é aberto, em geral seis meses”, observa Pupo. No nosso país, o prazo é determinado por meio de testes físico-químicos e microbiológicos e em geral se estende por três anos.

Para seus produto não estragar antes da hora:

- Guarde-o em local seco e fresco, longe do sol e da luz
- Proteja-o do calor, jamais deixando-o em locais quentes como banheiro, cozinha ou carro
- Use espátula e não manipule o conteúdo com os dedos. “As bisnagas são mais práticas que os potes porque liberam dessa obrigação”, diz Sheila Gonçalves
- Cuidado com a umidade, que estraga as maquiagens – por isso guardar no banheiro é contra-indicado
- Lembre-se que manipulados são sempre mais frágeis que industrializados, com tempo de validade mais curto
- Não empreste seus itens de beleza para amigos ou familiares. “Principalmente os cremes para o rosto ou área dos olhos devem ser de uso próprio”, observa Renato Neves
Como prolongar a vida útil dos produtos 


fonte: Rosana Faria de Freitas

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Você sabe a ordem certa de aplicação dos cosméticos?


Até que ponto usar vários cosméticos é sinal de cuidado ou exagero? “Regra geral, cuidado é limpar, hidratar e proteger a pele do sol pela manhã, reaplicar o protetor solar durante a tarde e limpar e tratar o rosto à noite”, resume a dermatologista Solange Pistori Teixeira, de São Paulo, médica colaboradora do departamento de dermatologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Nesse ritual diário, a limpeza tem o papel de remover células mortas, maquiagem, excesso de gordura e sujeira e, com isso, facilitar a penetração dos princípios ativos dos cremes que serão aplicados na sequência. “O hidratante é importante porque 70% do peso da pele é água e, quando ela está desidratada, não funciona da forma adequada, ao passo que o filtro solar preserva a qualidade do tecido e o protege contra o envelhecimento precoce”, diz a dermatologista Denise Steiner, de São Paulo, diretora da Sociedade Brasileira de Dermatologia e professora titular de dermatologia da Universidade de Mogi das Cruzes. Por fim, o creme noturno de tratamento é rico em ativos funcionais. “Eles podem ser usados até sua concentração máxima, visto que à noite a pele recebe e metaboliza melhor essas substâncias”, diz o cosmetólogo José Paschoal Rossetti Filho, pesquisador do Instituto Mezzo de Cosmetologia e Estética, em Penápolis (SP).

Ordem certa

A dermatologista Solange Pistori Teixeira esclarece: “a escolha dos produtos usados para a limpeza vai depender do tipo de pele”. Assim, se a sua pele for normal vá de sabonete neutro suave ou loção de limpeza e tônico sem álcool. Caso seja seca, prefira leites ou loções de limpeza e evite sabonetes agressivos e adstringentes e tônicos com álcool. O tipo oleosa se dá melhor com sabonetes ou loções que removem o excesso de oleosidade sem ressecar. Já a mista precisa de adstringente somente nas áreas oleosas, enquanto as regiões mais sensíveis pedem produtos suaves e livres de álcool, sendo uma boa pedida usar água termal no lugar de tônico e adstringente. O esfoliante deve ser usado uma ou, no máximo, duas vezes por semana, por todas as peles e em todas idades.
A sequência de aplicação dos produtos garante a ação e melhor aproveitamento deles. “Logo cedo é preciso fazer a limpeza do rosto, seguida da aplicação do hidratante facial, do creme para a área dos olhos e, 15 minutos depois, do protetor solar FPS 15+”, indica a dermatologista Deborah Ataíde, do Rio de Janeiro, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).

Antes de dormir, repita a higiene, passe o produto para olhos e um creme de tratamento com vitaminas e antioxidantes, por exemplo, se a intenção for combater o envelhecimento precoce; ou ácidos, se quiser clarear manchas, amenizar rugas e flacidez, diminuir a oleosidade ou a acne. “Os ácidos podem ser usados em todos os tipos de pele, geralmente a partir dos 30 anos de idade. Porém, eles sempre devem ser aplicados à noite e combinados com hidratantes, para não agredir demais a pele”, lembra a dermatologista Denise Steiner.

Em tempo: o creme para lábios é opcional e, se for usado, deve ser antes do filtro solar e depois do hidratante facial. Não se trata de uma frescura, porque a pele da região desidrata fácil e pode queimar com a exposição ao sol ou frio intenso. Também é uma das áreas de maior incidência de câncer de pele e, devido ao excesso de movimentos ao falar e sorrir, é mais suscetível ao aparecimento de rugas.

O poder da associação
Em nome da praticidade, muita gente opta por usar produtos que combinem ativos e benefícios. É caso do hidratante com firmador e clareador, por exemplo. “Como a associação é algo complexo, que se for feito da forma errada pode unir substâncias que se anulam ou prejudicar a pele, na hora da compra verifique se o cosmético é aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)”, recomenda Denise Steiner.

fonte: Shâmia Salem